martes, 16 de diciembre de 2014

Rumo à Sociedade do Conhecimento na Comunidade do Nordeste de Segovia


O verdadeiro empreendedor não pede permissão: ele atreve-se a imaginar algo novo e melhor, e é capaz de causar, sem prévia autorização e de forma progressiva, uma mudança inesperada.

Jeffrey Tucker


Codinse é um grupo de acção local na região do Nordeste de Segovia, que compreende 119 aldeias, e que me convidou como orador numa conferência sobre as novas tendências e modelos de trabalho, que se realizou em Prádena, Segovia, a 10 dezembro de 2013. Este post é um resumo das mensagens que eu tentei transmitir no meu discurso.


Nada será como nós conhecemos. A crise sistémica, resultado de um modelo económico obsoleto e o surgimento da sociedade em rede, como nova forma de organização da sociedade e da economia, estão a levar-nos na direção de um novo modelo. Descobrir e compreender as chaves para os novos códigos que farão o novo sistema de trabalho torna-se uma necessidade vital para fazer a diferença entre o sucesso a nível pessoal e profissional ou a exclusão desse sistema. Nesta palestra, revisitei a nossa trajetória profissional, que nos levou a migrar para o nordeste de Segovia para aqui iniciar um novo projeto. Vou tentar transmitir algumas chaves para a nossa visão que podem ser convenientemente utilizadas por qualquer empresário em idênticas condições. Nenhum projecto consegue vingar sem visão. Se quiser empreender, precisa de construir um modelo de negócio, com base na investigação e na integração em rede. Uma empresa pode começar com um blog e uma rede de contactos. Construa o seu blog, independente do projecto, e comece a construir o seu sonho. As comunidades locais estão interligadas, criando novos contextos económicos e sociais que configuram uma sociedade mais livre, mais justa e igualitária.

Algumas dicas para aqueles que desejam empreender em meio rural:

- Desenvolva a sua iniciativa o mais cedo possível. Qualquer pequeno projeto juvenil e estudantil será muito criativo

- É aconselhável ter trabalhado numa empresa para aprender sobre como eles estão organizados, a disciplina, o esforço, etc..

- Invista o seu esforço numa área que o motive, que o apaixone, e sobre a qual tenha estudado e pesquisado, mesmo que auto-didata (a internet ajuda muito).

- Cada empresa tem de ter associada uma visão sobre o mundo, a economia, a sociedade e sua possível evolução. Sem visão, não há possibilidade de inovação. Sem inovação, a localização do seu projeto não irá fornecer o ponto diferencial que é preciso para ter sucesso.

- Faça o seu projeto. Escrever ajuda a refletir e permite a partilha. Abra um blog e use-o como o principal ponto de comunicação com potenciais parceiros, colaboradores, fornecedores e clientes. Trabalhe sua identidade e sua reputação na rede. Por detrás das redes virtuais são pessoas reais.

- Tente montar um projeto com as necessidades financeiras mínimas. Use o teletrabalho. O financiamento torna-se mais acessível depois de testado o modelo de negócio.

- O open source funciona. Não tenha medo de publicar os seus planos, metas atingidas, os planos de investigação. Procure a cooperação com outras redes. A cooperação é uma das chaves das novas empresas.

- Prepare-se para ter que enfrentar problemas, certamente muitos e maiores do que você pode prever nos seus cenários mais negativos. So vinga aquele que acredita nas suas competências. Tem de prever o cenário de fracasso. Ele quantificará o que é a perda máxima que pode pagar, em tempo e dinheiro.

- Tenha uma visão global, pense naquilo que pode melhorar na sua sociedade e na economia mais próxima. É sempre mais fácil conseguir clientes próximos antes de abrir mercados globais. Torne-se um sucesso local antes de procurar crescer no mercado global.

Visão sistémica sobre o futuro

Como vemos o mundo daqui a 20 ou 30 anos? Será que vamos ser capazes de lidar com muitos desses problemas sérios ao mesmo tempo? Será que estamos testemunhando o fim da sociedade e do consumo industrial? A degradação ambiental global é um problema que podemos solucionar?

A sociedade industrial terminou. E começou a sociedade do conhecimento. Os problemas podem-se tornar oportunidades. Precisamos virar a mesa, passar de pessimismo e resignação para ter um projeto e ilusão. Criatividade e imaginação são consolidadas como as habilidades mais rentáveis neste novo ambiente. O novo método de trabalho é baseado na cooperação e desenvolvimento coletivo.
O plano que propomos para sair da crise pode ser usado por qualquer pessoa, família, negócios ou a nível público. Mudanças para empreender são tão importantes que só podem funcionar se partirem da base, desde as mais simples. A segurança no emprego desapareceu, o conceito de trabalho está em questão, bem como o papel do Estado na vida quotidiana das comunidades ou a forma de realizar um projeto de negócio.

Uma estratégia para superar a crise: rumo a uma sociedade do conhecimento

Os três pontos principais dessa estratégia, a que chamamos Rumo à Sociedade do Conhecimento são:

- Ambiente: É considerada a natureza como o principal fator de produção e torná-lo o nosso principal parceiro. Na sociedade de conhecimento, os recursos naturais são explorados de forma a permitir que a natureza recupere, poupando-a da poluição. As sociedades mais prósperas nas próximas décadas serão aquelas que estão a resolver esta equação. As que não o fizerem tenderão a desaparecer e seus membros terão que migrar.

- Europa como uma estratégia para a localização económica: Embora a globalização tenha trazido prosperidade, que permitiu a muitas pessoas a saída da pobreza, uma sociedade que quer ter um futuro estável tem de participar no processo de globalização, mas também garantir que ela é capaz de gerar mercados rentáveis localmente. No novo modelo de produção, a auto-produção poderá proporcionar uma qualidade imbatível na vida e estabilidade para as comunidades que a praticam. É essencial para criar mercados locais, o e desenvolver produtos rentáveis que gerem valor para a comunidade.

- Sociedade de Desenvolvimento em Rede: Por algum tempo, a vida virtual tornou-se mais importante do que a real. Identidade e redes digitais formam um novo ambiente de comunidade onde tem havido umatribalização da sociedade. O desenvolvimento da sociedade em rede articula criatividade e plataforma de empreendimento coletivo que permite o desenvolvimento e a prosperidade. O trabalho da sociedade em rede exige menos para o resultado que é mais, em busca de eficiência e sustentabilidade.

Como é que as áreas rurais em Castilla representam uma oportunidade nestes tempos de mudança de época?

Mudanças para empreender são tão profundas que podem criar grandes comunidades, outrora pequenas. O fracasso permanente de instituições, governos e estados para resolver os problemas existentes confirma a necessidade vital para desenvolvimento de outras estratégias que podem responder no curto prazo. O ambiente rural e o seu ecossistema podem ser um laboratório para a mudança, com maior potencial de sucesso que nas cidades.

Em Castilla, os povos de médio e pequeno porte podem combinar várias características que o colocam como um lugar idéoneo para o desenvolvimento da sociedade do conhecimento:

- Pela sua reduzida dimensão

- Por ter um ecossistema relativamente bem preservado

- Devido à sua localização. No caso do Nordeste Segovia, uma boa comunicação com uma grande cidade como Madrid um grande potencial

- Pelas virtudes ancestrais do seu povo: a sua capacidade de luta, sacrifício, trabalho, austeridade e espírito de comunidade

A combinação de vida dos nossos avós com a sociedade em rede pode levar-nos a conceber uma nova forma de vida sustentável e rentável, e tornar-nos mais felizes.

Sobre a necessidade de desenvolver a sociedade em rede em áreas rurais de Castela

Como podemos virar o jogo imediatamente? Como podemos passar de pessimismo e resignação para ter um projeto emocionante e futuro?

Nós apenas temos que ser capazes de ousar imaginar um futuro melhor, e que será necessariamente diferente. Criatividade e partilha através da sociedade em rede.

Já tem uma ideia?

Partilhe na rede.

Precisamos de agentes ativos, capazes de escrever, pensar e partilhar online. Criar uma blogosfera ativa. Talento chama talento. Faça um blog, pois é rápido e barato. Uma mudança numa minoria comprometida pode causar uma reflexão coletiva. A conversa cria redes distribuídas. Comunidades a criar redes. A comunidade é o motor da sociedade do conhecimento.

A ausência de uma blogosfera ativa no Nordeste Segovia é uma grande lacuna, mas por sua vez, e também aqui se torna numa oportunidade.

Quem é o público-alvo para repovoar as aldeias de Castilla?

- Aqueles que já cá estão e as suas famílias: a necessidade de treinar e participar na mudança

- Aqueles com actividades offshore (teletrabalho, ...)

- Aqueles que estão desempregados


Publicación original de la traducción de la entrada Rumbo a la sociedad del conocimiento en la comunidad del Nordeste de Segovia en el blog Inovação e Inclusão





viernes, 12 de diciembre de 2014

Presentación del blog El Talón Sierte, artesanos de la construcción en Cantalejo, Segovia


Mariano y Jose se presentan como Artesanos de la Construcción. Son de Cantalejo, Segovia y un ejemplo de empresa familiar en estos tiempos. 



Somos Mariano y Jose Calvo, de Cantalejo. Hoy presentamos este blog, El Talón Sierte, donde trataremos de ir publicando nuestros trabajos sobre albañilería y construcción en Segovia.

El Talón Sierte es una empresa de construcción localizada en Cantalejo, Segovia. La empresa, de caracter familiar, es el resultado de la evolución de varias generaciones de albañiles y artesanos dedicados a la construcción. 

Nuestro área de trabajo alcanza toda la provincia de Segovia, habiendo realizado la mayor parte de nuestros proyectos en Cantalejo y pueblos de los alrededores, principalmente en la construcción y la rehabilitación de viviendas unifamiliares. En Cantalejo hemos actuado también como promotores.

En este blog compartimos en la red los trabajos que vamos realizando con el objetivo de transmitir nuestra singularidad en las obras que acometemos. Nos consideramos unos Artesanos de la Construcción, por el esmero y detalle intentamos tengan todos nuestros trabajos. Nuestra pueblo, Cantalejo, ha sido reconocido en toda Castilla y buena parte de España por la reputación de sus artesanos (trillos, aperos de labor,...) y el caracter emprendedor de sus gentes, motivándonos para intentar contribuir para que se siga reconociendo estas cualidades en nuestra comunidad. 

El Talón Sierte, la marca de nuestra empresa, es un homenaje a nuestra cultura y tradición. Significa Casa Bonita en la gacería, la  jerga profesional que desarrollaron desde hace siglos los fabricantes de trillos y tratantes de ganado de Cantalejo para comunicarse entre ellos. 

Nuestra forma de trabajar esta basada en la búsqueda de la calidad constructiva, tanto en la ejecución de las obras y los materiales que utilizamos, como en las ideas y soluciones que tratamos de aportar en las obras, lo que nos ha permitido conseguir la plena satisfacción de nuestros clientes.

Creemos que otra de nuestras virtudes es el conocimiento que tenemos de la climatología y el comportamiento de los materiales en la provincia de Segovia. El duro clima continental, con inviernos muy fríos y veranos calurosos, las grandes diferencias de temperaturas, que pueden llegar a 30º en un mismo día, y la posibilidad de fuertes nevadas y tormentas, requieren una tipo de construcción que no admite fallos. 

Tratamos de ser lo más sostenible y ecológicos posible en nuestros trabajos constructivos, teniendo un amplia experiencia en el trabajo con materiales tradicionales de la construcción castellana, como pueden ser el barro, la piedra y la madera. 

Si dais una vuelta por el blog podreis ver una selección de nuestros trabajos y los medios con los que contamos. 

Gracias por vuestro apoyo.






martes, 9 de diciembre de 2014

"La cárcel del consumismo": documental sobre la obsolescencia programada


La obsolescencia programada lleva entre nosotros casi un siglo, motivo por el cual la mayoría de consumidores no es consciente de la auténtica estafa de las empresas hacía los usuarios de sus productos. Se ve como algo normal, incluso positivo, el tener que cambiar un producto pasado un cierto tiempo desde su adquisición, es como “renovarse”, “estar más al día”, “estar a la última”… En realidad las empresas programan la vida útil de sus productos para que su duración sea limitada y tengamos que comprar otra vez el mismo producto y así mantener un consumo innecesario que evidentemente sólo beneficia a las empresas y al que nosotros mismos le hacemos el juego.

El coste medioambiental de esta estrategia empresarial no se repercute, con lo cual, el beneficio es para las empresas y Estados (que lo permiten y alientan) y el coste se socializa entre toda la población, sobre todo las generaciones futuras. 

La obsolescencia programada, junto la publicidad y el crédito son los pilares de la sociedad de consumo. 






domingo, 16 de noviembre de 2014

"Humans, we have a problem": perdiendo a nuestros esclavos energéticos


Ilustrativo vídeo sobre la crisis energética, utilizando la parábola de asimilar el trabajo realizado con un galón de gasolina (3,8 litros) a 128 esclavos energéticos (seres humanos equivalentes para realizar el mismo trabajo).

"Humans, we have a problem"


Otros enlaces en Bioinspiración sobre el tema


viernes, 14 de noviembre de 2014

Charla de Oscar Carpintero: Crisis global y sostenibilidad desde la perspectiva de la economía ecológica


Publicamos esta charla de Óscar Carpintero, idónea para dimensionar la insostenibilidad del modelo economico actual, usando para ello la perspectiva de la economía ecológica. Según el autor, esta crisis tiene similitudes con episodios similares vividos durante el siglo XX (endeudamiento, burbuja, destrucción de empleo masivo) pero también posee elementos que la hacen diferente. Desde el punto de vista del deterioro de los recursos naturales y la desigualdad social, por ejemplo, la situación actual es mucho peor que en anteriores crisis.

La economía ecológica cuestiona la forma habitual de representar la actividad económica, ya que ésta no reconoce los recursos naturales ni los sumideros como factores centrales del proceso económico. La economía ecológica cuestiona la validez del PIB, un indicador ciego social y ambientalmente, como medida del bienestar económico. También cuestiona que el aumento del PIB pueda resolver los problemas económicos, y se llega a proponer llamarlo coste interior bruto (ya que es el coste realmente lo que mide) y que sea tratado como un coste, algo que debe ser reducido.

Óscar describe la economía como una pirámide con tres niveles: el nivel financiero, el nivel de la economía real (productiva) y el nivel de la economía real-real (la de los recursos naturales y el metabolismo económicos de las sociedades) Una crisis como la actual, desde el punto de vista de la economía ecológica, se genera por una divergencia muy grande entre la economía financiera y la economía real-real. La incompatibilidad entre el metabolismo de especie humana y los ritmos del resto del planeta es la que crea las crisis económicas.

lunes, 3 de noviembre de 2014

Documental sobre Agricultura natural: "La historia de una huerta"


La Historia de una Huerta, es un documental sobre una granja ecológica en EEUU que utiliza los principios de la Agricultura natural.

La Agricultura natural es un método de agricultura desarrollado por el japonés Masanobu Fukuoka, que no necesita maquinaria ni productos químicos y muy poco desherbaje. Tampoco es necesario labrar el suelo ni abonarlo. Su método de agricultura requiere menos labor que cualquier otro. No causa contaminación y no necesita combustibles fósiles. En sus plantaciones de arroz de Japón, Fukuoka obtiene rendimientos tan altos como las explotaciones tradicionales más productivas. La agricultura natural no significa que la naturaleza cuida de los cultivos mientras uno se sienta a observarla. Hay muchas cosas que hay que saber. Hacer crecer cultivos es una innovación cultural que requiere conocimiento y esfuerzo. La diferencia fundamental es que Fukuoka practica la agricultura cooperando con la naturaleza, en lugar de tratar de mejorarla "conquistándola".

Fukuoka acompaña su agricultura natural de una filosofía. Considera que sanar la tierra y purificar el espíritu humano son un mismo proceso. Propone para ello un tipo de vida y agricultura que permita este proceso. Esta filosofía se conoce también como filosofía del No Hacer. Parte de la idea de que en lugar de preguntarse por qué pasaría si se hiciese esto o aquello, los seres humanos nos deberíamos preguntar qué pasaría si no se hiciese. Fukuoka llegó así a la conclusión de que no había necesidad de arar, ni de aplicara abono ni utilizar pesticidas.







Documental sobre bioconstrucción: "Esta casa es un tesoro"


Los protagonistas de este documental del programa de TV2 el Escarabajo Verde viven o trabajan en edificios que se han erigido siguiendo los parámetros de la bioconstrucción.

El objetivo último de la bioconstrucción es construir viviendas saludables con el mínimo impacto ambiental.





miércoles, 24 de septiembre de 2014

Documental para entender el problema del cambio climático: "La era de la estupidez" (2009)


El estreno del documental "La era de la estupidez" coincidió con la celebración de la cumbre mundial sobre el clima celebrada en septiembre del año 2009 en Nueva York, con miras a que en diciembre se firmara en Copenhague un protocolo que diera continuidad al de Kioto, que expiraba en 2012, con el objetivo de reducir las emisiones de gases de efecto invernadero responsables del cambio climático. 

"Age of stupid" es un documental dirigido por Fanny Armstrong, una documentalista británica, activista contra el cambio climático. Desde el comienzo la película advierte que lo que mostrará del futuro está basado en predicciones científicas y que lo que se verá del presente son imágenes verídicas, documentales. Tras esa advertencia la película nos presenta un planeta Tierra devastado en el año 2055. Australia está en llamas. Las Vegas cubierto por la arena. El ártico es un océano fuera de control y sin hielo. Londres está bajo el agua. El Taj Mahal, en India, destruido por vaya a saber qué guerra...

La narración la realiza un archivista de ficción que se encargó de preservar todo aquello que ya desapareció de la faz de la Tierra en una base elevada cientos de metros sobre el océano Ártico. En esta especie de Arca de Noé del futuro conviven embalsamados los animales que jamás volverán a caminar sobre el planeta con los documentos y piezas que registran miles de años de historia humana. Allí el archivista graba un mensaje para la posteridad, revisando imágenes documentales y periodísticas del año 2007, tratando de comprender qué hacía el hombre mientras destruía el planeta y se encaminaba hacia su final.

Entrecruzando los géneros documental, drama y animación, La era de la estupidez es una patada al estómago que pretendía despertar a los líderes mundiales. En 2014, seguimos igual, con una cumbre en Nueva York a la que asisten 140 gobernantes mundiales y de la que, sinceramente, no esperamos nada más que buenas intenciones

Los científicos aseguran que si se pasan determinados límites el cambio climático será irreversible. O sea que el tiempo para actuar es ahora. Si la temperatura del planeta aumenta en dos grados ya será demasiado tarde, y se espera que eso pase en el año 2015.





Más documentales en nuestra selección de Bioinspiración







jueves, 11 de septiembre de 2014

OSE: tecnología para una nueva sociedad ecológica, autoconstruida y en código libre




Open Source Ecology (OSE) is a organization that seeks to empower millions of people around the world by creating all the machinery and systems required to build a society from the ground up, while putting the costs within reach of the average person. 

OSE has been collaborating with leading design specialists in the alternative energy space for the last year in an effort to create one of the first energy self-sufficient micro houses of its kind. The organization plans to achieve this by using advanced solar technology that continually stores energy and then distributes it year round when needed. OSE is also collaborating with specialists that have created innovative energy conversion units that provide the electrical needs to power the micro-homes, which is fueled by inexpensive, locally sourced materials. OSE will employ a hydronic woodstove for additional heating needs for its next micro-house in their upcoming workshop. By using one or more of these technologies, outside energy requirements will be little to none.

OSE’s micro-houses utilize Compressed Earth Block (CEB) construction, which extracts much of the building material needed for the home from the site itself and their Extreme Manufacturing (XM) technique. Both XM & CEB construction methods make OSE’s Micro-Homes one of the most cost efficient and robust available. OSE continues to demonstrate that superior quality housing can be achieved, while maintaining expenditures to only a fraction of conventional construction methods.

“Our vision is to provide high quality homes that the average person can afford, avoiding burdensome mortgage payments. Imagine a world with little to no mortgage/rent or utility costs—we see this as a significant step towards personal freedom”, says Marcin Jakubowski, OSE Founder

OSE’s goal is to reduce the duration of construction by a factor of 20 compared to industry standards, at ⅓ the cost of conventional housing. The XM design process involves a rapid parallel swarm workflow with 48 people using simple-to-follow documentation created with Agile and Waterfall methods prior to build. The Micro-House XM 4 design is built on the experience of the last 3 iterations to produce the most ambitious – level of completion – build of a 762 sf home using test-driven open source techniques and equipment.

OSE strongly believes that by publishing and sharing all of its material, several positive effects are produced: Open source lets anyone and everyone contribute to the advancement of a concept, directing more brainpower to accelerate innovation on any specific challenge. When using this method, competitive waste is replaced with collaboration, which can lead to superior results. Open source also circumvents our inefficient distribution system. By providing online access to simple, easy to follow plans for DIY machinery that could be made locally, the need for shipping is greatly reduced.



GVCS (Global Village Construction Set): is a modular, DIY, low-cost, high-performance platform that allows for the easy fabrication of the 50 different Industrial Machines that it takes to build a small, sustainable civilization with modern comforts. We’re developing open source industrial machines that can be made at a fraction of commercial costs, and sharing our designs online for free


Más enlaces en Bioinspiración




sábado, 6 de septiembre de 2014

Sepp Holzer, el rebelde agrario


La sobrepoblación y el cambio climático está acelerando la crisis del agua. En la primera década del siglo XXI, la temperatura media de la superficie del planeta aumentó 0,47 grados celsius. Un aumento de sólo 1 grado genera 7% más vapor de agua y, como la evaporación es el motor en la circulación de las masas de aire en la atmósfera, se puede prever la aceleración de fenómenos meteorológicos. Los escenarios utilizados por la comunidad científica estiman un aumento de 2 grados en la temperatura media de la superficie de la Tierra para 2050. Las nubes se formarán más fácilmente y con mayor rapidez, y los vientos serán más fuertes, lo que causará más inundaciones repentinas. 

Tenemos que ser capaces de adaptarnos a un hábitat con escasez de agua permanente y lluvias torreciales ocasionalmente. Sepp Holzer es un campesino de los Alpes que transformó su hábitat desde un monocultivo de pinos a un sistema de lagunas en terrazas, creando un sistema ecológico complejo. El documental "El rebelde agrario" cuenta su historia.



Con su experiencia en la creación de paisajes de retención de agua, actuó de consultor para comunidades en Ecuador, donde estaban sufriendo la consecuencias del cambio climático y la sobre-explotación de la tierra en forma de erosión descontrolada.







martes, 26 de agosto de 2014

Bioinspiración: Paisajes de retención de agua en Tamera (Portugal)


Corto documental sobre la importancia de la gestión del agua como elemento vital de la biodiversidad. El agua es el capital más valioso. Necesitamos sistemas descentralizados de gestión del agua y volver a reaprender como recoger y mantener el agua de lluvia, para preservar la vegetación y la humedad de la tierra. Una vez creado el equilibrio hidrológico, el 70 % del trabajo está hecho. Entonces la vegetación se diversifica, la naturaleza se revela y se desarrolla de forma apropiada.

Los paisajes de retención de agua se pueden construir en cualquier lugar de la tierra, necesitando solo materiales naturales, eligiendo el punto más estrecho de un valle. Se cava un foso hasta que se llega a un punto del terreno impermeable, creando la basa con un muro compuesto por arcillas y tierras humedas, que serán apisonadas y compactadas. Esta capa-barrera es el núcleo fundamental de la presa.  

En Tamera, sur de Portugal, crearon un paisaje de retención de agua, construyendo una gran laguna central para sustentar un hábitat con alta capacidad orgánica que permite el establecimiento sostenible de 300 personas, asegurandose energía, agua y alimentos. 




Más enlaces sobre el tema:

La gestión del agua en la comunidad antigua de Vellosillo (Segovia)






martes, 29 de julio de 2014

Vivir cosechando: Kit de Autoproducción de Pan y Trillar (Vellosillo, Castilla)


En agricultura, cosechar se refiere a la recolección de los frutos, hortalizas o semillas cuando están maduros. En la bioeconomía, consiste en obtener de la tierra y del reciclaje con la menor huella ecológica posible lo que necesitamos para vivir. Se trata de cosechar y reutilizar tu propia agua, utilizando el agua de lluvia y depurar para su reutilización todas las aguas grises. Cosechar la energía necesaria del sol y del viento, almacenándola para cuando se vaya necesitando. Cosechar significa maximizar los elementos naturales en los que se alojan las viviendas del futuro, aprovechando el calor de la tierra y la orientación inteligente hacia el sol. También se utiliza en el sentido más tradicional, y trata de alcanzar la autosuficiencia con criterios de soberanía alimentaria, reciclando las aguas negras en compost que se va añadiendo a los nutrientes naturales en la tierra debajo de los huertos inteligentes.

Seguir manteniendo el sistema actual que toma de la naturaleza recursos como si fueran infinitos, sin permitir que se regeneren, y, además la devuelve más residuos de los que es capaz de absorber, contaminando todo y poniendo en riesgo la biodiversidad. Representa una gran ineficiencia y un gran disvalor generando un importante problema.

Curiosamente, la inversión que requiere montar una forma autónoma de vida con emisiones cero de CO2 es más barata que el estandar actual, aunque no es conocido por los usuarios del sistema debido a los métodos de autopromoción del propio sistema. Tienen menor coste porque estas formas autónomas de vida tienen que ser más pequeñas para cumplir con el principio de la biomimética, y, porque requiere una inversión mucho menor que montar una célula de la economía de la especialización del modelo de crecimiento, pudiendo ser autoconstruida y utilizar material de reciclaje. En la economía actual al tener que comprar una casa, en la mayoría de los casos en una ciudad (el ecosistema por naturaleza del sistema), pagar una respetable cifra de inversión financiada en una mayoría de los casos por un banco para los siguientes 40 años, comenzar a pagar los servicios del agua, energía y alimentos, de sistemas ineficientes, caros y con un gran disvalor por el alto coste medioambiental, que no se refleja en el precio de los servicios y productos que consume un ciudadano medio, financiando el sistema el disvalor con la hipoteca medioambiental que trasladamos irremisiblemente a las generaciones futuras.

Todo el que continua aceptando el modelo de crecimiento imperante, se convierte en un defensor del mismo, ya que tendrá que participar en la ecuación producción-consumo para las siguientes décadas y probablemente educará a sus hijos en ese modelo. Con los años sentirá que trabaja demasiadas horas, que no tiene tiempo para pensar o aprender, algo que en si mismo es el rasgo más humano que podemos alcanzar, y que le dificulta en extremo participar de un cambio que se está produciendo. La sociedad del conocimiento se está gestando en un proceso de generación y transmisión contextual a través de internet por la necesidad de inventar y extender una forma de vida que permita a las personas poder vivir cubriendo sus necesidades básicas sin tener que hipotecar su vida, entregando su alma al beneficio de las grandes corporaciones. Y que le permita obtener el tiempo para participar en la sociedad del conocimiento. La existencia física se volverá más local y la vida virtual se globalizará hastalímites inimaginables.

Jorge Juan García, Vivir cosechando (Marzo, 2010)




Esta entrada trata de sintetizar las áreas en las que estamos trabajando para intentar desarrollar el Kit de Autoproducción, como hemos denominado al prototipo de hábitat familiar autosuficiente que estamos construyendo. El objetivo es desarrollar el conocimiento que permita cubrir con los elementos naturales locales las necesidades básicas de una familia (agua, energía, alimentos) de forma renovable y sin generar contaminación. La única estrategia posible ante la crisis que está comenzando (económica, energética y ecológica) es desarrollar sistemas productivos orgánicos, o sea, que no detraigan más recursos de la naturaleza de los que esta es capaz de regenerar y convertir cada residuo en un nutriente, para evitar la contaminación. Se trata de cerrar ciclos, como ocurría en las comunidades antiguas preindustriales (hace tan solo 50 o 60 años todavía se vivía con un ciclo cerrado de nutrientes-residuos).

Ante el enorme reto que implica, solo vemos factible hacerlo desde lo pequeño, a nivel familiar. Muchas cédulas autosuficientes crearan tejidos y estos se uniran formando redes y comunidades. Internet se convierte en el principal medio para cooperar y compartir conocimiento, con miles de proyectos que apuntan al mismo objetivo en estos momentos en el mundo

Energía
  • Adaptándonos al medio (Estrategia bioclimática): tanto en la vivienda principal, como en los edificios anexos, han sido diseñados teniendo en cuenta las condiciones climáticas locales, aprovechando los recursos disponibles (sol, vegetación, lluvia, vientos) para disminuir los impactos ambientales, intentando reducir los consumos de energía. Cuanto más pequeña sea una vivienda, más fácil será todo. Una vivienda puede ser autocontruida a bajo coste con materiales ecológicos locales. 
  • Cosechando el viento y el sol (Micro-generación eléctrica): con una instalación de potencia máxima de 2750 kW (2000 kW en 10 placas solares fotovoltaicas y 750 kW en un aerogenerador eólico) somos capaces de abastecer nuestras necesidades energéticas. La generación media que cosechamos ronda los 1400 kW, suficientes para abastecernos sin necesidad de estar conectados a la red eléctrica o a un generador. Calculamos que la inversión se amortizará en menos de cinco años, siendo la vida esperada de los equipos de unos 25 años. Los equipos los hemos comprado de segunda mano por internet. Dos claves permiten esta alta rentabilidad: prescindir de cualquier electrodoméstico que requiera una alta potencia (micro-ondas, lavavajillas, plancha,...) y la necesidad de racionar el consumo energético ante condiciones climáticas adversas (p.e.: cuando hay niebla, no hay viento y las placas generan muy poca energía). Con el alto coste de la energía en estos tiempos y su posible incremento a medio plazo, la opción de la micro-generación es la opción más rentable, tanto desde el punto de vista económico, como medioambiental.
  • Climatización: con una caldera de 24 kW de pellets tenemos sufiente potencia para calentar la vivienda en los días más fríos, siendo necesaria unos 4 o 5 meses al año, en el duro clima de Segovia. En los meses de entretiempo, con una estufa de leña de 9 kW, somos capaces de calentar la vivienda. La leña la obtenemos por nuestros propios medios y el pellet lo compramos a una empresa local que lo producen con biomasa de la zona. El resto del año, el agua caliente la obtenemos con una placa solar termodinámica. De nuevo, la clave es tener una vivienda pequeña, en la cual no haría falta ni siquiera la caldera y permitiría calentar la vivienda con un pequeña estufa o una cocina económica. 
Agua
  • Cosechando el agua de lluvia: el agua de lluvia es gratis y saludable. Las cubiertas de los edificios nos permiten recoger el agua de lluvia y canalizarla hacia depósitos. En el caso de la vivienda principal, almacenamos lluvia en el impluvium de la vivienda, en la lente de agua de la cubierta y en las 17 tinajas que la rodean. Para mantener en buen estado el agua de lluvia del estanque interior (impluvium) utilizamos plantas y tencas, un pez comestible típico de Segovia, que controlan la población de insectos que desovan en el agua, ante el ambiente cálido de la casa. El agua de lluvia, con un sistema sencillo de filtrado es apta para el consumo humano.
  • Cosechando agua subterránea: el sondeo de 94 metros de profundidad situado en la zona de huerta proporciona agua para la huerta, pilones para los animales y árboles del prado. El caudal se mantiene estable a lo largo del año, dependiendo de la intensidad del sol. Utilizamos 3 de las 10 placas solares para generar la energía de la bomba del sondeo, que pueden ser utilizadas para la vivienda principal cambiando un interruptor. En la huerta disponemos de dos depósitos de almacenamiento y el agua sobrante del riego se acumula en un sistema de pozas conectadas que desembocan por gravedad en una pequeña laguna situada en el centro del prado, que también recoje agua de lluvia, creando nuestro propio sistema de retención de agua.
Alimentos
  • Cosechando la huerta: una huerta de 400 metros cuadrados basada en los conceptos de la agricultura orgánica (sin utilizar ningún producto químico, siguiendo una rotación y asociación de cultivos,...) proporcionan suficiente alimento vegetal para una familia y nuestros alimentos domésticos, siendo capaces de producir un excedente en algunos cultivos. Utilizamos diferentes métodos de conservación y congelados para mantener durante en perfecto estado los alimentos durante todo el año. Facilitamos el desarrollo de plantas silvestres comestibles en todo el terreno. La huerta interior ha sido reconvertida en jardín, ya que no recibe suficiente sol para conseguir madurar los frutos. Aunque si funciona muy bien la germinación de las semillas para su posterior traslado como plantón a la huerta exterior. La construcción de invernaderos se convierte en uno de los siguientes objetivos de nuestro proyecto.
  • Frutales: con 20 árboles frutales, 20 almendros y 20 vides, obtenemos la fruta que necesitamos y estamos en proceso de intentar elaborar nuestro propio vino. 
  • Animales domésticos: las proteinas que necesitamos la conseguimos con los huevos y carne de los animales que viven en semi-libertad con nosotros. Consumimos huevos de gallina y oca, carne de conejo y pavo, y esperamos hacer nuestra primera matanza del cerdo el próximo invierno. La mayor parte del alimento de los animales los producimos en nuestra huerta o utilizamos los residuos orgánicos de nuestra alimentación. Además de ser animales productores de alimentos, son los jardineros (cortan la hierba alrededor de la zona de vivienda), fertilizan el suelo y son guardianes, avisándonos cuando alguien viene a visitarnos. Contamos también con varios caballos, que se han convertido en nuestra aficción/deporte favorito. Estamos en proceso de aprender diferentes usos de los caballos, como medio de transporte, para llevar cargas o mover pesos. 
Gestión de residuos
  • Aguas negras y grises: las aguas grises de la vivienda las pasamos por un decantador de natas y una piscina de gravas, antes de filtralos a la tierra. Los productos de limpieza o de higiene personal que utilizamos, los producimos nosotros también, asegurándonos así que son saludables y biodegradables. Las aguas negras las compostamos, aportando el compost una vez al año a la huerta. 
  • Cuadras: la basura de las cuadras de los animales la utilizamos como fertilizante de la huerta y de los frutales. Los restos orgánicos tras su sacrificio también son aportados a la tierra.
  • Basura doméstica: teniendo en cuenta que el 70 % de la basura que genera una familia media en España es orgánica, simplemente reutilizando como nutrientes de otras especies esta basura, podemos conseguir una ahorro en la gestión de residuos enorme. Parte de la basura orgánica doméstica la utilizamos directamente como alimento  de los animales y parte para aportar a las composteras, donde vamos combinando la basura, con ceniza, restos de podas o aclarados de la huerta. El compost resultante lo aportamos también como nutriente al suelo de la huerta. Plásticos, védrio y papel son reciclados utilizando los contenedores de recogida selectiva para su reciclaje.