martes, 16 de diciembre de 2014

Rumo à Sociedade do Conhecimento na Comunidade do Nordeste de Segovia


O verdadeiro empreendedor não pede permissão: ele atreve-se a imaginar algo novo e melhor, e é capaz de causar, sem prévia autorização e de forma progressiva, uma mudança inesperada.

Jeffrey Tucker


Codinse é um grupo de acção local na região do Nordeste de Segovia, que compreende 119 aldeias, e que me convidou como orador numa conferência sobre as novas tendências e modelos de trabalho, que se realizou em Prádena, Segovia, a 10 dezembro de 2013. Este post é um resumo das mensagens que eu tentei transmitir no meu discurso.


Nada será como nós conhecemos. A crise sistémica, resultado de um modelo económico obsoleto e o surgimento da sociedade em rede, como nova forma de organização da sociedade e da economia, estão a levar-nos na direção de um novo modelo. Descobrir e compreender as chaves para os novos códigos que farão o novo sistema de trabalho torna-se uma necessidade vital para fazer a diferença entre o sucesso a nível pessoal e profissional ou a exclusão desse sistema. Nesta palestra, revisitei a nossa trajetória profissional, que nos levou a migrar para o nordeste de Segovia para aqui iniciar um novo projeto. Vou tentar transmitir algumas chaves para a nossa visão que podem ser convenientemente utilizadas por qualquer empresário em idênticas condições. Nenhum projecto consegue vingar sem visão. Se quiser empreender, precisa de construir um modelo de negócio, com base na investigação e na integração em rede. Uma empresa pode começar com um blog e uma rede de contactos. Construa o seu blog, independente do projecto, e comece a construir o seu sonho. As comunidades locais estão interligadas, criando novos contextos económicos e sociais que configuram uma sociedade mais livre, mais justa e igualitária.

Algumas dicas para aqueles que desejam empreender em meio rural:

- Desenvolva a sua iniciativa o mais cedo possível. Qualquer pequeno projeto juvenil e estudantil será muito criativo

- É aconselhável ter trabalhado numa empresa para aprender sobre como eles estão organizados, a disciplina, o esforço, etc..

- Invista o seu esforço numa área que o motive, que o apaixone, e sobre a qual tenha estudado e pesquisado, mesmo que auto-didata (a internet ajuda muito).

- Cada empresa tem de ter associada uma visão sobre o mundo, a economia, a sociedade e sua possível evolução. Sem visão, não há possibilidade de inovação. Sem inovação, a localização do seu projeto não irá fornecer o ponto diferencial que é preciso para ter sucesso.

- Faça o seu projeto. Escrever ajuda a refletir e permite a partilha. Abra um blog e use-o como o principal ponto de comunicação com potenciais parceiros, colaboradores, fornecedores e clientes. Trabalhe sua identidade e sua reputação na rede. Por detrás das redes virtuais são pessoas reais.

- Tente montar um projeto com as necessidades financeiras mínimas. Use o teletrabalho. O financiamento torna-se mais acessível depois de testado o modelo de negócio.

- O open source funciona. Não tenha medo de publicar os seus planos, metas atingidas, os planos de investigação. Procure a cooperação com outras redes. A cooperação é uma das chaves das novas empresas.

- Prepare-se para ter que enfrentar problemas, certamente muitos e maiores do que você pode prever nos seus cenários mais negativos. So vinga aquele que acredita nas suas competências. Tem de prever o cenário de fracasso. Ele quantificará o que é a perda máxima que pode pagar, em tempo e dinheiro.

- Tenha uma visão global, pense naquilo que pode melhorar na sua sociedade e na economia mais próxima. É sempre mais fácil conseguir clientes próximos antes de abrir mercados globais. Torne-se um sucesso local antes de procurar crescer no mercado global.

Visão sistémica sobre o futuro

Como vemos o mundo daqui a 20 ou 30 anos? Será que vamos ser capazes de lidar com muitos desses problemas sérios ao mesmo tempo? Será que estamos testemunhando o fim da sociedade e do consumo industrial? A degradação ambiental global é um problema que podemos solucionar?

A sociedade industrial terminou. E começou a sociedade do conhecimento. Os problemas podem-se tornar oportunidades. Precisamos virar a mesa, passar de pessimismo e resignação para ter um projeto e ilusão. Criatividade e imaginação são consolidadas como as habilidades mais rentáveis neste novo ambiente. O novo método de trabalho é baseado na cooperação e desenvolvimento coletivo.
O plano que propomos para sair da crise pode ser usado por qualquer pessoa, família, negócios ou a nível público. Mudanças para empreender são tão importantes que só podem funcionar se partirem da base, desde as mais simples. A segurança no emprego desapareceu, o conceito de trabalho está em questão, bem como o papel do Estado na vida quotidiana das comunidades ou a forma de realizar um projeto de negócio.

Uma estratégia para superar a crise: rumo a uma sociedade do conhecimento

Os três pontos principais dessa estratégia, a que chamamos Rumo à Sociedade do Conhecimento são:

- Ambiente: É considerada a natureza como o principal fator de produção e torná-lo o nosso principal parceiro. Na sociedade de conhecimento, os recursos naturais são explorados de forma a permitir que a natureza recupere, poupando-a da poluição. As sociedades mais prósperas nas próximas décadas serão aquelas que estão a resolver esta equação. As que não o fizerem tenderão a desaparecer e seus membros terão que migrar.

- Europa como uma estratégia para a localização económica: Embora a globalização tenha trazido prosperidade, que permitiu a muitas pessoas a saída da pobreza, uma sociedade que quer ter um futuro estável tem de participar no processo de globalização, mas também garantir que ela é capaz de gerar mercados rentáveis localmente. No novo modelo de produção, a auto-produção poderá proporcionar uma qualidade imbatível na vida e estabilidade para as comunidades que a praticam. É essencial para criar mercados locais, o e desenvolver produtos rentáveis que gerem valor para a comunidade.

- Sociedade de Desenvolvimento em Rede: Por algum tempo, a vida virtual tornou-se mais importante do que a real. Identidade e redes digitais formam um novo ambiente de comunidade onde tem havido umatribalização da sociedade. O desenvolvimento da sociedade em rede articula criatividade e plataforma de empreendimento coletivo que permite o desenvolvimento e a prosperidade. O trabalho da sociedade em rede exige menos para o resultado que é mais, em busca de eficiência e sustentabilidade.

Como é que as áreas rurais em Castilla representam uma oportunidade nestes tempos de mudança de época?

Mudanças para empreender são tão profundas que podem criar grandes comunidades, outrora pequenas. O fracasso permanente de instituições, governos e estados para resolver os problemas existentes confirma a necessidade vital para desenvolvimento de outras estratégias que podem responder no curto prazo. O ambiente rural e o seu ecossistema podem ser um laboratório para a mudança, com maior potencial de sucesso que nas cidades.

Em Castilla, os povos de médio e pequeno porte podem combinar várias características que o colocam como um lugar idéoneo para o desenvolvimento da sociedade do conhecimento:

- Pela sua reduzida dimensão

- Por ter um ecossistema relativamente bem preservado

- Devido à sua localização. No caso do Nordeste Segovia, uma boa comunicação com uma grande cidade como Madrid um grande potencial

- Pelas virtudes ancestrais do seu povo: a sua capacidade de luta, sacrifício, trabalho, austeridade e espírito de comunidade

A combinação de vida dos nossos avós com a sociedade em rede pode levar-nos a conceber uma nova forma de vida sustentável e rentável, e tornar-nos mais felizes.

Sobre a necessidade de desenvolver a sociedade em rede em áreas rurais de Castela

Como podemos virar o jogo imediatamente? Como podemos passar de pessimismo e resignação para ter um projeto emocionante e futuro?

Nós apenas temos que ser capazes de ousar imaginar um futuro melhor, e que será necessariamente diferente. Criatividade e partilha através da sociedade em rede.

Já tem uma ideia?

Partilhe na rede.

Precisamos de agentes ativos, capazes de escrever, pensar e partilhar online. Criar uma blogosfera ativa. Talento chama talento. Faça um blog, pois é rápido e barato. Uma mudança numa minoria comprometida pode causar uma reflexão coletiva. A conversa cria redes distribuídas. Comunidades a criar redes. A comunidade é o motor da sociedade do conhecimento.

A ausência de uma blogosfera ativa no Nordeste Segovia é uma grande lacuna, mas por sua vez, e também aqui se torna numa oportunidade.

Quem é o público-alvo para repovoar as aldeias de Castilla?

- Aqueles que já cá estão e as suas famílias: a necessidade de treinar e participar na mudança

- Aqueles com actividades offshore (teletrabalho, ...)

- Aqueles que estão desempregados


Publicación original de la traducción de la entrada Rumbo a la sociedad del conocimiento en la comunidad del Nordeste de Segovia en el blog Inovação e Inclusão





viernes, 12 de diciembre de 2014

Presentación del blog El Talón Sierte, artesanos de la construcción en Cantalejo, Segovia


Mariano y Jose se presentan como Artesanos de la Construcción. Son de Cantalejo, Segovia y un ejemplo de empresa familiar en estos tiempos. 



Somos Mariano y Jose Calvo, de Cantalejo. Hoy presentamos este blog, El Talón Sierte, donde trataremos de ir publicando nuestros trabajos sobre albañilería y construcción en Segovia.

El Talón Sierte es una empresa de construcción localizada en Cantalejo, Segovia. La empresa, de caracter familiar, es el resultado de la evolución de varias generaciones de albañiles y artesanos dedicados a la construcción. 

Nuestro área de trabajo alcanza toda la provincia de Segovia, habiendo realizado la mayor parte de nuestros proyectos en Cantalejo y pueblos de los alrededores, principalmente en la construcción y la rehabilitación de viviendas unifamiliares. En Cantalejo hemos actuado también como promotores.

En este blog compartimos en la red los trabajos que vamos realizando con el objetivo de transmitir nuestra singularidad en las obras que acometemos. Nos consideramos unos Artesanos de la Construcción, por el esmero y detalle intentamos tengan todos nuestros trabajos. Nuestra pueblo, Cantalejo, ha sido reconocido en toda Castilla y buena parte de España por la reputación de sus artesanos (trillos, aperos de labor,...) y el caracter emprendedor de sus gentes, motivándonos para intentar contribuir para que se siga reconociendo estas cualidades en nuestra comunidad. 

El Talón Sierte, la marca de nuestra empresa, es un homenaje a nuestra cultura y tradición. Significa Casa Bonita en la gacería, la  jerga profesional que desarrollaron desde hace siglos los fabricantes de trillos y tratantes de ganado de Cantalejo para comunicarse entre ellos. 

Nuestra forma de trabajar esta basada en la búsqueda de la calidad constructiva, tanto en la ejecución de las obras y los materiales que utilizamos, como en las ideas y soluciones que tratamos de aportar en las obras, lo que nos ha permitido conseguir la plena satisfacción de nuestros clientes.

Creemos que otra de nuestras virtudes es el conocimiento que tenemos de la climatología y el comportamiento de los materiales en la provincia de Segovia. El duro clima continental, con inviernos muy fríos y veranos calurosos, las grandes diferencias de temperaturas, que pueden llegar a 30º en un mismo día, y la posibilidad de fuertes nevadas y tormentas, requieren una tipo de construcción que no admite fallos. 

Tratamos de ser lo más sostenible y ecológicos posible en nuestros trabajos constructivos, teniendo un amplia experiencia en el trabajo con materiales tradicionales de la construcción castellana, como pueden ser el barro, la piedra y la madera. 

Si dais una vuelta por el blog podreis ver una selección de nuestros trabajos y los medios con los que contamos. 

Gracias por vuestro apoyo.






martes, 9 de diciembre de 2014

"La cárcel del consumismo": documental sobre la obsolescencia programada


La obsolescencia programada lleva entre nosotros casi un siglo, motivo por el cual la mayoría de consumidores no es consciente de la auténtica estafa de las empresas hacía los usuarios de sus productos. Se ve como algo normal, incluso positivo, el tener que cambiar un producto pasado un cierto tiempo desde su adquisición, es como “renovarse”, “estar más al día”, “estar a la última”… En realidad las empresas programan la vida útil de sus productos para que su duración sea limitada y tengamos que comprar otra vez el mismo producto y así mantener un consumo innecesario que evidentemente sólo beneficia a las empresas y al que nosotros mismos le hacemos el juego.

El coste medioambiental de esta estrategia empresarial no se repercute, con lo cual, el beneficio es para las empresas y Estados (que lo permiten y alientan) y el coste se socializa entre toda la población, sobre todo las generaciones futuras. 

La obsolescencia programada, junto la publicidad y el crédito son los pilares de la sociedad de consumo.